terça-feira, 23 de março de 2010

    Rede de Reabilitação Lucy MontoroTV da Rede de Reabilitação Lucy Montoro – Estado de São Paulo

    ProgramaçãoBlogInstitucionalContato Síndrome Guillain-Barré
Uma doença rara caracterizada por uma desordem no sistema imunológico do corpo que atinge parte do sistema nervoso periférico.
A nível mundial, a cada 100.000 habitantes, são confirmados 2 a 4 casos da doença, que começa seu ciclo atingindo os membros inferiores.
A síndrome de Guillain-Barré pode afetar qualquer pessoa de qualquer faixa etária e sexo. Geralmente a doença ocorre alguns dias ou semanas após uma infecção viral respiratória ou gastrointestinal.
    Veja a transcrição deste vídeo na íntegra:
Repórter diz: Após uma infecção intestinal, o engenheiro Rodrigo Ito teve seus movimentos afetados de uma hora pra outra.
Rodrigo Ito, paciente, diz: Eu tava na praia e de repente tudo começou a parar, meus dedos começaram a paralisar, os meu pés. E aí foi dos pés até o tronco e até que eu não conseguia mexer nem o olho, não conseguia nem piscar, a pálpebra não mexia e eu comecei a dormir de olho aberto. Em 36 horas eu não mexia mais nada. E aí começa a passar de tudo pela sua cabeça, parece um filme, você fica preocupado sem saber direito o que está acontecendo com você, não sabe se é um AVC e o que pode acontecer.
Repórter diz: Os músculos do corpo de Rodrigo foram afetados devido a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença rara caracterizada por uma desordem no sistema imunológico do corpo que atinge parte do sistema nervoso periférico.
A nível mundial, a cada 100.000 habitantes, são confirmados dois a quatro casos da doença, que começa seu ciclo atingindo os membros inferiores.
Dr. Paulo Marchior, Chefe do Grupo de Neuroimunologia HC-FMUSP, diz: Na verdade ela ocorre por processo inflamatório, levando a bloqueios da transmissão neuromuscular pela presença de anticorpos e outros canais de sódio que estão alojados nos nós de Janvier. Tem caráter ascendente porque em geral começa pelos membros inferiores e pode atingir a musculatura da deglutição com dificuldade para engolir e a cometer a função respiratória dificultando a capacidade de respirar.
(Arte) Em 1859, um médico francês descreveu um distúrbio dos nervos periféricos que paralisava os músculos do corpo. Em 1916, os médicos Georges Guillain e Jean Alexander Barre intensificaram os estudos sobre a paralisia e identificaram suas origens.
Repórter diz:A síndrome de Guillain-Barré pode afetar qualquer pessoa de qualquer faixa etária e sexo. Geralmente a doença ocorre alguns dias ou semanas após uma infecção viral respiratória ou gastrointestinal.
(Arte) É desencadeada por doenças infecciosas em aproximadamente 2/3 dos casos.
Desses, 30 a 45% são provenientes de infecções do trato respiratório.
Repórter diz: Outros agentes infecciosos e fatores, como cirurgia, vacinas ou anestesia raquidiana, também podem preceder a síndrome.
Os sintomas podem evoluir até um ponto em que certos músculos não possam ser utilizados e o paciente fica quase totalmente paralisado. Nesses casos, a síndrome de Guillain-Barré é uma emergência médica, interferindo na respiração, na pressão sanguínea e na freqüência cardíaca.
Dr. Paulo, diz: Existem alguns indicadores que quando você passa a observar o paciente ele atinge alguns indicadores clínicos e respiratório, como a falta de ar, muita sudorese, frequencia cardíaca muito elevada ele deve ser encaminhado a terapia intensiva e o médico avaliará o momento da assistência ventilatória.
Apesar dos sintomas serem assustadores, o prognóstico é bom. O tratamento é feito de forma interdisciplinar e o trabalho de reabilitação deve ser aplicado durante toda a recuperação para que os músculos, membros e até mesmo as articulações não sejam lesadas.
Dr. Paulo, diz: Ela começa e atinge o pico de gravidade em geral na quarta semana. A partir daí deve ocorrer uma melhora. Em geral ele ultrapassa essa fase inicial respiratória que pode durar de sete a quinze dias, que é a fase que requer e inspira mais cuidados e a partir daí começa haver a recuperação. Deve atingir um ápice de dois a quatro meses, mas podendo em até um ano ter ainda uma sequelazinha e algumas alterações que podem recuperar.
Rodrigo, há quase 2 meses, frequenta o Instituto Lucy Montoro para se reabilitar.
Rodrigo diz: O médico me tranquilizou, dizendo que é passível de melhora, mas tem que ter paciência. È ter a cabeça no lugar uma boa família e se dedicar ao máximo a terapia. Fica tudo parado, a articulação fica atrofiada também e aí a recuperação fica muito mais difícil.
Há um mês atrás, Rodrigo estava totalmente paralisado, mexendo apenas os músculos do rosto. Hoje, após 45 dias de tratamento fisioterapêutico, a recuperação é visível. Aos poucos, Rodrigo retoma os movimentos causada pela  Síndrome Guillain-Barré

Nenhum comentário:

Postar um comentário